Salve amigos do S4,
Rivalidade, palavra forte que opõe lados distintos.
O bem contra o mal, o certo contra o errado, o azul contra o amarelo, os opostos.
Dizem por aí que os opostos se atraem. No futebol eles se atraem sim, mas com o desejo de mostrar quem é o mais forte, de mostrar no dia seguinte que nossa alegria é maior do que a do seu opositor ou fugir deste opositor quando a alegria se torna dele.
Vivemos o futebol esperando o dia seguinte. Esperando encontrar aquele amigo marrento que torce pelo seu rival chegar ao trabalho. Olhar no fundo dos olhos (caídos) dele e sem dó, triunfar com um sorriso sarcástico, um silêncio provocador ou aquele sonoro “CHUPA!” pra todos ouvir.
A rivalidade deveria parar por aí.
Mas a linha tênue que a separa do ódio é facilmente invadida pelas mentes mais fracas, pelas pessoas que entendem que é preciso usa-la para se sobrepor a seu rival não apenas pelo triunfo do seu time dentro de campo, mas fazer o uso da força para com frequência derrotar um rival que você nem conhece, que poderia ser aquele seu amigo que você esperava chegar no trabalho, mas que por absoluta ignorância, necessidade de demarcar um território como em uma guerra, que nunca acabará, que nunca terá um vencedor, transforma-se em verdadeira batalha o que deveria ficar no gostoso campo da gozação.
Super Four Paulista traz pra você um pouco da história das rivalidades entre nossas paixões e aproveita para deixar uma mensagem de paz, de que o amor por seu clube não deve ser transformado em ódio inversamente proporcional ao seu rival.
E lembrem-se sempre, não existiríamos senão fossem eles.

Corinthians x Palmeiras - Rivalidade histórica, para muitos, a maior de todas.

Falar de Palmeiras e Corinthians é como falar da Escuridão sem falar na luz, do sol sem falar na lua, citar o inferno sem se lembrar do céu.
Deveria ser instituído como antônimos no dicionário da língua portuguesa, em sua última reforma ortográfica. Assim, como o contrário de doce é salgado, o contrário de Palmeiras seria Corinthians e vice versa.
A primeira vez
Os dois times se encontraram pela primeira vez, em 1917, com vitória do Palestra Itália por 3 a 0, três gols de  Caetano.
A grande rivalidade já existia antes mesmo do primeiro jogo, imposto pela própria condição social em que se encontravam, na sociedade paulistana, os seguidores de cada agremiação. Os Palestrinos representavam a classe de imigrantes italianos em São Paulo, ao passo que os Corinthianos, representavam a classe operária, dois grupos sociais bem distintos, que por si só, jamais se juntariam.
Enfim a primeira vitória Corinthiana
O Corinthians esperou dois anos para vencer a primeira vez. Era maio de 1919, 3 a 0.
A primeira decisão
Em 1936, a primeira decisão direta entre os dois times, e deu Palestra!
Campeonato Paulista, melhor de três jogos. Na primeira partida no Estádio Palestra Itália, 1 a 0, num jogo em que o Corinthians abandonou o jogo. É isso mesmo! Aos 31 minutos da segunda etapa, alegando falta no seu goleiro na hora do gol Palestrino, a diretoria Corinthiana revoltada, solicitou ao time que abandonasse a partida.
No Parque São Jorge, no segundo confronto, 0x0.
No terceiro e decisivo jogo no Estádio Palestra Itália 2 a 1 e festa Palestrina!
O Pacaembu
O Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, não poderia ser inaugurado por outros clubes que não fossem Palmeiras e Corinthians, que representavam a efervescência do futebol naquela época.
Era um dia 05 de maio de 1940, o Palmeiras venceu por 2 x 1, sendo o primeiro campeão do que viria ser o charmoso e eterno Estádio Municipal.
Também foi num Palmeiras e Corinthians, que o Pacaembu teve o registro de seu maior público. Em jogo disputado em 1943, com vitória Corinthiana por 2 a 0, mais de 70 mil pessoas acompanharam a partida.
O jogo com mais gols
Foi em 1953 o embate com mais dois gols entre as duas equipes. 10 Gols no total! Vitória do Corinthians por 6 x 4.
O polêmico e decisivo jogo do Quarto Centenário
A partida era pra ser de festa, o ano era 1955, mas a decisão era pelo Paulista de 1954 e fazia parte da comemoração pelos 400 anos da fundação da cidade de São Paulo.
O Corinthians jogava pelo empate e o Palmeiras por uma vitória simples.
Naquela tarde o Palmeiras jogava de azul, homenageando sua pátria mãe, a Itália.
Em dez minutos de partida o Corinthians fazia 1 a 0 e o Palmeiras ainda empataria no segundo tempo.
Mas a partida teve inúmeras polêmicas com o arbitro, que deixou de dar três penais para o Palmeiras, visivelmente superior em toda a partida. Diz à lenda que nasceu aí o castigo Corinthiano, que só viria a ganhar um título novamente em 1977, ou seja, 23 anos depois, no que caracterizou a maior fila de um grande clube do estado de São Paulo.
 
Agora vai…
Era o ano de 1974.
121 mil torcedores, sendo pelo menos 115 mil Corinthianos ansiosos por comemorar um título que não vinha há vinte anos.
A imprensa em geral massacrava o Palmeiras, que seria um mero coadjuvante na tarde noite que, enfim, tiraria o Corinthians daquela angustia de 20 longos anos.
De um lado Rivelino, Vaguinho e o Super Zé. Do outro, apesar de Dudu e Ademir da Guia, o Palmeiras não era sequer considerado nas bolsas de apostas.
Denúncias de compra de árbitro, de jogadores do Palmeiras, do interesse da Federação Paulista no título Corinthiano surgiam de todos os lados.
Por um instante o Palmeiras deixou de existir e foi conduzido apenas pela sua pequena massa naquele Morumbi, que estava pronto para entrar numa catarse coletiva em preto e branco.
Mas não combinaram com o atacante Ronaldo, que aos 24 minutos do segundo tempo, fez 1 a 0 para o Palmeiras.
Atônitos, os Corinthianos ouviam os gritos daquele pequeno grupo de Palmeirenses em êxtase, muito mais que a vitória, era comemorada a manutenção do calvário Corinthiano ao grito de “zum zum zum é 21”.
A década de 80
Na década de 80 as duas equipes viviam momentos distintos. O Corinthians com uma geração vitoriosa, Sócrates, Casagrande, Biro-Biro, Zenon, no famoso e consagrado time da “Democracia Corinthiana”. O Palmeiras passava por dificuldades, crises políticas, maus resultados em campo e times para serem esquecidos.
Nesta época veio o maior revés Palmeirense contra o Corinthians: 5 a 1, válido pelo Paulistão de 1982.
Ainda em baixa, o Palmeiras enfrentou o Corinthians na semifinal do Paulista de 1983, em dois jogos duríssimos, sucumbindo diante do rival que faria a final contra o São Paulo.
Em 1986 veio à redenção. Numa semifinal que parecia um conto vindo de filmes de drama, o Palmeiras, já há dez anos na fila, encontrou-se em dois jogos contra o Corinthians no Morumbi.
Num domingo, 1 a 0 Corinthians, gol de Cristóvão.
Já na quarta-feira, a salvação veio da barriga de Mirandinha, aos 42 minutos da etapa final, com a metade alvinegra do Morumbi cantando que “estava chegando a hora”. O Palmeiras levaria o jogo para a prorrogação e com mais dois gols, sacramentava sua passagem para a final, contra a até então insignificante Inter de Limeira que todos já sabem o final da história.
Pra finalizar a década vencida pelo Corinthians, em 1989, novo revés.
O Palmeiras precisava de uma vitória no Brasileirão de 1989 para fazer a final contra o São Paulo, ao Corinthians só restava atrapalhar tudo, uma vez que o time alvinegro já estava eliminado. E no calcanhar de Claudio Adão, o Palmeiras viu mais uma vez o sonho de um título, que não vinha há treze anos, ficar para trás, 1 a 0 Corinthians, encerrando uma década perdida para o Palmeiras.
O fim da fila palmeirense
12 de junho de 1993. O Palmeiras havia perdido a primeira partida, com o famoso “gol porco” imitado pelo polêmico atacante Viola, uma semana antes.  O resultado colocaria o Palmeiras com a necessidade de vencer a segunda partida decisiva da final para então, tentar a sorte na prorrogação. Zinho fez o gol que abriu caminho para a vitória épica por 4 a 0. O Palmeiras encerraria seu incomodo jejum de 17 anos sem títulos da melhor forma possível. Massacrando seu maior rival.
As Libertadores de 99 e 2000
A Copa Libertadores é um capítulo a parte na história desta rivalidade quase centenária.
Na primeira vez que faziam um jogo internacional, em 1999, o Palmeiras encontrou-se com o Corinthians nas quartas de finais e, apesar do time superior, não soube traduzir isso em campo, com uma eliminação direta.
Uma vitória tranquila no primeiro jogo, 2 a 0, que até chegou a sinalizar que seria menos complicado. Mas estamos falando de Palmeiras e Corinthians, e no segundo jogo, o time alvinegro em noite de superação, devolveu o mesmo placar, levando a partida para os penais. Nascia assim “São Marcos de Palestra Itália” e o Corinthiano via a chance de embarque para as semifinais sucumbidas nos pés de Vampeta, que parou nas santas mãos.
Em 2000 os papéis se inverteram. O Corinthians estava em alta, com um time que para muitos é o melhor da história do clube, que ganhou o Mundial de Clubes da Fifa. As apostas da imprensa era que o Palmeiras sucumbiria diante da fúria de um rival ferido, sedento por vingança. Era semifinal e algo mais, porque foi o Palmeiras e Corinthians mais importante de suas histórias.
Em dois jogos, ódio, rancor, êxtase, delírios e paixão, foram os sentimentos de Corinthianos e Palmeirenses.
Um placar agregado de 6 x 6 resume que ninguém merecia perder e que aquele confronto sim, que deveria ter sido a final.
Quis o destino opor frente a frente ídolo contra ídolo. Marcelinho x São Marcos.
E deu “São Marcos”.
O Palmeiras cravaria sua segunda estaca no coração Corinthiano, carimbando mais uma passagem pra final da principal competição sul-americana, nos doloridos penais, que consagra e amaldiçoa atletas num único chute, que eterniza e aniquila histórias. Aos desiludidos Corinthianos restou atirar cadeiras do Morumbi ao solo, vendo do outro lado a mais absoluta e verdadeira festa e explosão de sentimentos.
Explicar esta rivalidade em palavras é muito, muito improvável que alguém consiga.
Senti-la, somente quem está em um dos lados e, admirar este confronto, aí sim, isso é amplamente democrático.
Apreciem sem moderação o maior clássico da Terra!

Palmeiras x São Paulo – Tensões Históricas

Palmeiras e São Paulo ganhou o nome de Choque Rei devido a uma disputa que extrapolava o campo de jogo. Se dentro de campo as duas equipes proporcionavam um deleite ao futebol arte, fora dele havia muita intriga, jogos sujos e traiçoeiros, armações e manipulações de bastidores.
Foram os dirigentes Tricolores um dos responsáveis diretos pela mudança do nome, de Palestra Itália para Palmeiras, através de pressão exercida por sua diretoria contra as autoridades brasileiras, que insistiram em associar os italianos residentes no Brasil àquele governo sujo de Mussolini e o eixo do mal, quando nossos italianos daqui só estavam preocupados com sua paixão, o Palestra Itália.
E os dois clubes rivalizam em tudo. Desde a hegemonia de ser a segunda torcida do estado, passando pela terceira maior do Brasil, bem como situações em conquistas diversas.
O PRIMEIRO ENCONTRO
O primeiro jogo data de 1930, quando o São Paulo ainda era o São Paulo da Floresta, empate em 2 a 2.  Para alguns outros historiadores consideram o primeiro jogo em 1936, este vencido pelo Palestra num suave e tranquilo 3 a 0.
São Paulo e Palmeiras decidiram direta ou indiretamente ao longo de sua história nove competições e ainda soma-se, ao histórico clássico, mais oito confrontos internacionais por Taça Libertadores.
Se nas decisões diretas o Palmeiras leva vantagem em 6 a 3, pela Libertadores a disparidade Tricolor é imensa. O São Paulo eliminou o Palmeiras em todos os mata-matas em que as equipes se encontraram pela competição Sulamericana (94, 2005 e 2006) e nos dois encontros que tiveram por fases de grupos, ainda assim, o Tricolor venceu os dois jogos.
Mas as decisões entre as duas equipes ficaram no passado.
A última decisão disputada por eles foi em 1992, quando o São Paulo adiou mais uma vez o sonho palmeirense de sair da incomoda fila de 16 anos, prolongando em mais um ano o calvário Palmeirense, que viria a ser campeão somente em 1993.
A MAIOR GOLEADA
A maior goleada do clássico pertence ao São Paulo, 6 a 0 no distante ano de 1939, o Palmeiras chegou perto em 1965, vencendo por 5 a 0 pelo Rio-São Paulo daquele ano.
A TRAGÉDIA DO PACAEMBU
Foi num Palmeiras e São Paulo, que ocorreu uma das maiores tragédias do futebol brasileiro. Em jogo válido por uma decisão de uma insignificante Super Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1995, o Palmeiras levou o título da competição, num gol feito na famigerada e extinta morte-súbita, os jogadores do Palmeiras, nem tiveram tempo para celebrar. A torcida do Palmeiras invadiu o campo para festejar, mas exageraram na comemoração e passaram a provocar a torcida São Paulina.
Pacaembu em obras, jogo desprezado pelo policiamento e o que se deu a partir daí foi uma das maiores batalhas campais entre torcidas já vista no futebol brasileiro. O confronto resultou na morte de um torcedor, centenas de feridos e um jogo que mudou pra sempre a beleza de nossas torcidas. Nunca mais num estádio paulista entrou uma bandeira com mastro, uma das coisas mais emocionantes de uma arquibancada e que até hoje sentimos falta.
Tabu
É atual e em vigor o maior tabu neste clássico. E assombra o Palmeirense. O time de Palestra Itália não vence o São Paulo desde o ano de 2002 e vive um dos piores momentos contra o Tricolor na história do clássico.

Santos x Palmeiras – O clássico mais romântico do Brasil

Agora é a vez de Palmeiras x Santos, que a cada fonte que pesquisamos para mergulhar no universo deste clássico, a cada nova linha escrita ou ouvida da época, descobrimos um novo sabor, uma novidade, algo que nunca tínhamos visto, um resultado surpreendente, uma defesa espetacular, um drible fantástico e até um Pelé, acreditem, anulado.
Um clássico com tantas histórias dentro do campo, que por vezes nos perguntamos.
Será que seria possível definir com exatidão em algum trabalho estatístico,  tudo que viveu estas duas equipes e tudo que por acaso e muito provavelmente tenha se perdido na história?
Sempre há um rabisco perdido, um gol que não foi ouvido, um jogo que ficou pra trás nos acervos da vida.
Nada mais romântico, nada mais representa o futebol arte como representou Palmeiras x Santos.
Uma história que começou em 1915 e poderia se acabar ali.
O Palestra queria disputar o Campeonato Paulista, mas a Associação de futebol da época, impôs ao Palestra então que escolhesse e vencesse um adversário de ponta. O escolhido para encarar o novo time da colônia italiana foi o Santos.
Sem sucesso o Palestra foi humilhado em incríveis 7 a 0 e teve até mesmo sua continuidade ameaçada. Mas no fim tudo se encaixou e após alguns ajustes ambas as equipes estariam credenciadas a riscar seus nomes com força no chão da história e, a partir de 1916, os dois estariam para sempre figurando nas disputas dos Campeonatos Paulistas.
Dezesseis anos depois deste vexame, o Palestra enfim devolveu com algum juro a  humilhante derrota que permaneceu engasgada por todo este tempo. Em um jogo válido pelo Paulista de 1932, a vitória de 8 a 0 obtida pelo Palestra é até hoje a maior goleada já registrada no clássico.
O maior jogo da história do futebol
Para muitos os presentes naquela noite de 6 de março de 1958 no Pacaembu, foi o maior jogo da história do futebol. As anotações, retratos e resenhas da época não deixam a menor dúvida disso.
De um lado um Santos mesclando experiência com uma molecada que viria a ser o maior esquadrão da história do Peixe, com Jair da Rosa Pinto, Pagão, Pelé, Pépe, Dalmo e Zito, do outro lado o Palmeiras com Valdemar Fiúme, Waldemar Carabina, Urias e Mazzola.
Confira comigo no replay e tire suas conclusões.
18’ do primeiro tempo, Urias fez, Palmeiras 1 a 0 no Santos
21’ do primeiro tempo, Pelé empatou.
25’ do primeiro tempo, Pagão vira o jogo. Santos 2 a 1.
26’ do primeiro tempo, Nardo empata para o Palmeiras 2 a 2.
32’ do primeiro tempo, Dorval, põe novamente o Peixe na frente 3 a 2.
38’ do primeiro tempo, foi a vez de Pépe ampliar: 4 a 2 Santos.
46’ do primeiro tempo, Pagão deixa o Santos tranquilo na frente: 5 a 2 e jogadores no vestiário, enquanto que o Pacaembu estava em êxtase.
Alguns comentários da época dizem que era possível ouvir próximo ao vestiário do Palmeiras Osvaldo Brandão, berrando com seus comandados, pedindo vergonha na cara. De cabeça quente, o treinador Alviverde, trocou até o goleiro.
Veio o segundo tempo e o Palmeiras ligadaço pelos gritos de seu treinador.
16’ do segundo tempo, Paulinho diminuí para 5 a 3. Típica cena de bola embaixo do braço, cabeça baixa, rumo ao círculo central.
19’ do segundo tempo, Mazola, aperta o passo para fazer 5 a 4.
27’ do segundo tempo, Mazola de novo, empatava a partida. Epopeia!
34’ do segundo tempo, o milagre de Urias e o Palmeiras virava o jogo: 6 a 5.
38’ do segundo tempo um aturdido Santos reage com Pepe e empata novamente o jogo 6 a 6.
41’ do segundo tempo, um improvável Santos com Pépe novamente vira a espetacular partida de futebol, 7 a 6.
Dando números finais a batalha mais aguda já vista no Estádio do Pacaembu.
SÓ DAVA SANTOS E PALMEIRAS
A partir deste jogo épico o que se viu nos próximos onze anos, foi este mesmo jogo em larga escala. Palmeiras e Santos dividiram a soberania do futebol paulista por todo este período. Ou melhor, o Santos só não foi soberano neste período porque tinha o Palmeiras como um rival para atrapalha-lo, senão seria uma década todinha do Santos.
Senão vejamos. O Santos venceu o Paulistão de 58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69. Nos anos em que não venceu 59, 63, 66 foi o Palmeiras vencedor, atrapalhando o que viria ser algo inatingível por qualquer outro clube.
O GOL DE ARAGÃO
Palmeiras e Santos também lá teve seu momento bizarro na história. A década de 80 foi terrível para os dois times. O Santos até que começou bem a década, fazendo final de Brasileiro com o super Flamengo de Zico & Cia e beliscou um Paulista em 1984, mas o Palmeiras deu dó.
Em 09 de outubro de 1983, no Estádio do Morumbi, o Palmeiras perdia para o Santos por 2 a 1, quando aos 46’ do segundo tempo, Jorginho cruza rasteiro com força para dentro da área, do típico chute que se pega no zagueirão ele põe pra dentro. Mas ela pegou em José de Assis Aragão, o árbitro da partida, e foi parar dentro do gol. 2 a 2 e o pobre árbitro “neutro” considerado que é pelo futebol, não pode nem comemorar o suado empate do Palmeiras.
Curiosamente, Palmeiras e Santos não decidem um campeonato desde 1968.

Corinthians x São Paulo – O clássico que decide

Começamos a falar de Corinthians x São Paulo, já com um desafio ao caro amigo. Aponte-nos qual outro clássico paulista tenha decidido tantas taças diretamente?
Tivemos aquelas épicas finais da década de 80 do Paulista, com um dos melhores e mais falados Corinthians de sua história e sua Democracia Corinthiana, que jogava por música, um futebol romântico, livre das amarras tradicionais do futebol, de modos e costumes e de vícios, concentrações e “respeitar o adversário com a ajuda de Deus conseguir os dois pontos”. Sim! Na época eram dois valiosos pontos por vitória.
QUANDO TUDO COMEÇOU
O confronto começa para alguns em 1930, com uma vitória Corinthiana por 2 a 1 sobre o então São Paulo da Floresta, em jogo válido pelo Campeonato Paulista.
A outra versão aponta para um jogo de 1938, que era disputado em pontos corridos e tinha programado para a última rodada, justamente o jogo entre os dois oponentes que chegaram pleiteando a taça da competição. Era a primeira decisão e o primeiro clássico conforme aponta uma corrente que alega o Tricolor do Morumbi ter sido fundado em 1935.
A partida durou dois dias. É isso mesmo. No primeiro dia, aos 21 minutos do primeiro tempo, com o São Paulo vencendo por 1 a 0, houve a interrupção por conta das fortes chuvas que caíram sobre o Estádio de Parque São Jorge, reiniciada então, no dia seguinte, o Corinthians empatou e com este resultado, levou o título nos critérios de desempate. Diz à lenda que este gol Corinthiano anotado por Carlito havia sido feito de mão.
Décadas de 40 e 50
As décadas de 40 e 50 avançavam e ambas as agremiações, pouco decidiram e mal sabiam da brilhante história deste confronto ainda havia por ser escrita.
Diante dos olhos de Corinthianos e São Paulinos, desfilou Leônidas da Silva, que em 1942, somente por sua presença, afirmam os especialistas, o Pacaembu viveu uma tarde fantástica, no empate em 3 a 3, na estreia do “Diamante Negro”, que nesta tarde não pode ajudar seu clube com gols, mas sim, com belas assistências no empate que resultou no nome de “Clássico Majestoso” que perdura até hoje.
Os Anos 60 e 70
Nos anos 60 e 70, Corinthians e São Paulo, por razões distintas viveram momentos semelhantes. O Corinthians amargava seu jejum de títulos e o São Paulo, priorizou a construção de seu estádio, tendo um desempenho em campo visivelmente afetado, o que abriu tempos para que Palmeiras e Santos cravassem neste período com grandes jogos e tirando toda a atenção da mídia.
Mas chega enfim os momentos em que ambas as equipes recuperam seus timaços e honram suas tradições, cravando ainda mais seus nomes na história do futebol.
O que viria a seguir era nada, mais nada menos que dez decisões entre os dois clubes.
E ainda assim disputas indiretas empolgantes, que coloriam as imagens do Morumbi de Preto, Branco e Vermelho.
Os áureos ANOS 80
1982 e 1983 – os dois títulos Corinthianos, com Socrates, Biro-Biro, Zenon, CasaGrande & Cia, não dava para o São Paulo, que ainda assim tinha um timaço, com Valdir Peres, Oscar, Dário Pereira, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, entre outros.
O São Paulo levaria o Paulistão de 1987 sobre o rival.
O PRIMEIRO TÍTULO BRASILEIRO DO CORINTHIANS
Em 1990 um grande golpe aos São Paulinos. O Corinthians com um time imensamente inferior tecnicamente, mas com uma determinação que dava gosto de ver, venceu um São Paulo, arrogante, que achava que levaria aquele Brasileirão a qualquer momento.
Mas venceu a determinação e venceu o Corinthians que se livrava da alcunha de time estadual.
O Corinthians conquistava pela primeira na sua história o Brasil.
Década de 90, mais decisões!
A vingança veio em parte em 1991, mas era “apenas” um  Paulista, conquistado pelo São Paulo.
Novo encontro em 1997, quando o Corinthians veio das últimas posições e numa arrancada sem precedentes, chega a final e vence o Tricolor.
Em 1998, mais um Paulistão e o São Paulo leva.
E chegam aos anos 2000 também decidindo
2003, para manter a gangorra, deu Corinthians.
Neste intervalo, ainda podemos ver a final do Rio-São Paulo entre as duas equipes em 2002, vencida pelo Corinthians.
Brigas, conquistas, gol de goleiro, decisões intermediárias, fazem hoje esta rivalidade entre Corinthians e São Paulo, ser a maior do estado, segundo especialistas da bola. Todo ingrediente, clima de tensões provocadas por decisões históricas, tabus de lá pra cá e daqui pra lá, fazem do clássico uma verdadeira peça dramática de um teatro que nunca se acabará.
Passo este verificado na última decisão entre as duas equipes. Um Corinthians já formado, reconhecidamente hoje como uma marca internacional, chega ao ponto de enfrentar um São Paulo, que para tristeza de sua torcida, entra inferiorizado, não consegue usar o futebol como tábua de salvação da sua situação e é aniquilado em dois jogos.
Fazendo de uma simples decisão de Recopa Sulamericana, jogo anual, que reúne os últimos campeões de Libertadores em Sulamericana, transformar-se em final de campeonato, colocando o Corinthians ainda mais no céu e o São Paulo na última escala do inferno, segundo Dante.

Santos x Corinthians – O clássico Alvinegro

Se para os Palmeirenses, seu maior rival é o Corinthians, o mesmo pode se dizer dos Santistas, com uma pitada a mais de ódio, rancor e outros requintes de crueldade.
Não há um Santista sequer que não veja no Corinthians tudo o que foi dito acima, na cidade de Santos então…
Engraçado, porque se vermos a história e o perfil da torcida do Santos, a maioria de seus torcedores tiveram oportunidade de bater e muito no Corinthians.
Mas ainda assim, como dizem, nunca é pouco o castigo para Corinthiano.
Pois bem, esta história que significa tanto para os Santistas começa em 06 de março de 1913, no “neutro” Estádio de Parque Antarctica, e começou quente: 6 a 3 num belo jogo de futebol e vitória Santista.
A partir deste primeiro confronto, aconteceu algo particular que só vemos com tanta ênfase justamente neste clássico alvinegro: os tabus.
Tanto de um lado como do outro, o que mais se viu foram séries em que um time ficava um bom tempo sem vencer o outro.
O Corinthians foi o primeiro a ter que “quebrar” seu tabu.
Somente em 1919 que o Corinthians venceu seu primeiro jogo contra o Santos, e foi em grande estilo: 5 a 0 no extinto Estádio da Ponte Grande e logo para emendar, no ano seguinte, em plena Vila Belmiro, a maior goleada da história deste clássico.
Ao contrário do que muitos Corinthianos ostentam até hoje, faixas no estádio em alusão a vitória por 7 a 1 obtida em 2005, foi em 1920 que o Corinthians aplicou 11 a 0 no Peixe! É isso mesmo! 11 a 0, imaginem isso aos que batem no peito e dizem “Eterno 7 a 1”, o que não iria dizer desta goleada magnífica.
De 1956 a 1968, outro enorme tabu a favor do Peixe. Com uma vitória por 2 a 0 a torcida do Corinthians enfim pode gritar a plenos pulmões no Estádio do Pacaembu, “Com Pelé e com Edu, quebramos o tabu”, no final, comemorando como um título, Paulo Borges passaria eternamente para a galeria dos jogadores históricos do Corinthians, sendo carregado em triunfo por seus companheiros.
Na década seguinte, o Corinthians deu o troco (1976 – 1983).
Nos anos 2000 novamente o Santos impunha ao seu arquirrival mais um tabu (2002 a 2005) ou 11 jogos, com nove vitórias santistas.
DECISÕES
Apesar do histórico de tabus e revanchismos ao longo da história, não se viram tantas finais entre Corinthians e Santos, como vimos recentemente.
Para se ter uma ideia, dos principais torneios de futebol disputados pelas equipes, consideramos, Paulistas, Brasileiros e Rio-São Paulo, eles se encontraram apenas três vezes até 1984. Pelos Paulistas de 30-35 e 84.
Neste século, vejam só, as equipes já decidiram três Paulistas e um Brasileirão, com total equilíbrio em 2 conquistas para cada um.
O clássico também já decidiu vaga na final de Libertadores em 2012, ano da epopeia Corinthiana, onde nem “Pelé ou Edu” parariam o projeto avassalador Alvinegro de Parque São Jorge, que foi até o Japão naquele ano. Vaga para o Corinthians e o resto da história todos nós sabemos.

São Paulo x Santos – O SanSão

Depois do belo apelido que tem um “FLA-FLU”, surgiram pelo Brasil inúmeras cópias de se apelidar um clássico, o apelido dado pelo jornalista de “A Gazeta Esportiva”, Thomas Mazzoni, pegou na imprensa esportiva e atravessa décadas.
O primeiro jogo
Assim como a controvérsia data de fundação do São Paulo Futebol Clube, este clássico também tem seus “dois” primeiros jogos.
O primeiro atribuem a 1930, um 2 a 2 na Vila Belmiro em jogo válido pelo Campeonato Paulista.
E a “segunda” primeira vez, defendida por outros historiadores, data de 23/04/1936, em amistoso vencido pelo Santos por 2 a 0, também na Vila Belmiro.
Seja lá o que for, em nossa humilde opinião e longe de sermos historiadores, mas apenas meros “faladores” de futebol, consideramos o Tricolor Paulista fundado em 1935, portanto, acreditamos nas teses da corrente que credita o inicio das rivalidades do São Paulo em jogos disputados a partir desta data.
E a rivalidade, obviamente, não poderia deixar de ser histórica, apesar desico Santos e São Paulo tenha uma menor efervescência que os demais clássicos, mas nunca menos importante, talvez seja apenas um ponto de vista ainda assim, dividido com você,  caro leitor.
As Decisões
As equipes só vieram a decidir um título de maneira direta no Paulista de 1953, em partida vencida pelo São Paulo por 3 a 1, em plena Vila Belmiro, que ainda não era a Vila “famosa”.
O troco veio três anos depois, no Estádio do Pacaembu, quando no Paulista de 1956 as equipes se reencontraram com vitória Santista por 4 a 2. Aquele time do Santos já tinha o embrião do esquadrão que todos conheceriam nos anos seguintes. O Peixe era comandado por Lula e tinha em seu elenco alguns ícones que viriam a marcar a história Santista definitivamente, com Manga no gol, Pagão, Zito e Pepe, entre os titulares.
O São Paulo tentou se atrever por três vezes durante a década gloriosa Santista a disputar algo com o time alvinegro da Vila Belmiro, e sucumbiu. Em 1962 uma goleada por 5 a 2, em 1967 com um “modesto” 2 a 1, sempre no Pacaembu e, por fim, em 1969, com um empate em 0 a 0 o Santos era Tri-Paulista no ainda inacabado, Estádio do Morumbi.
Abriu-se então um hiato de decisões entre as duas equipes, mas foi neste período que o clássico viveu sua maior quantidade de duelos sem um vencedor diferente.
Na nova safra de “meninos da vila” capitaneadas por Pita e Juary, o Peixe novamente seria Campeão Paulista em cima do São Paulo, numa final disputada em três jogos ou como diriam na época, numa melhor de quatro pontos. Após três jogos de equilíbrio, com vitória do Santos no primeiro, empate no segundo e vitória do São Paulo no terceiro jogo, as equipes ainda precisaram de uma prorrogação, que o Santos levou, após um zero a zero e um critério de desempate confuso que deu mais um título ao Santos, sobre o seu “freguês” em decisões.
Enfim, o Tricolor vence uma decisão.
No Paulista de 1980, enfim, a massa Tricolor desabrochou e debutou um título sobre o Santos.
E o desengasgo veio com duas vitórias simples nos dois jogos da decisão, não dando a menor chance ao Santos.
A segunda geração dos “Meninos da Vila” conhecia então o que consideramos a formação de um dos mais românticos times da história do São Paulo, com Waldir Peres no gol, que viria a servir a nossa Seleção, uma zaga perfeita com Oscar e Darío Pereyra, Heriberto e Renato “Pé Mucho”, na meia cancha Serginho Chulapa e Zé Sérgio na frente.
A última vez que as equipes disputaram uma taça foi no ano 2000, e o título ficou com o São Paulo Futebol Clube, que amargava ainda mais um incomodo jejum Santista que já durava 16 anos.
SERGINHO CHULAPA, o ídolo das duas equipes.
Parece contraditório, mas Santos e São Paulo dividem com fervor uma idolatria a um atleta.
Serginho Chulapa.
O jogador esta na lista dos maiores artilheiros do São Paulo, com 242 gols marcados. Já experiente foi ao Santos e deu o título Paulista de 1984 ao clube praiano, anotando ainda 104 gols com a camisa do Peixe, assumindo o posto de maior goleador do clube pós era Pelé.
Irreverente e diferente daquela linha “vamos respeitar o adversário”, Serginho nunca fugiu de jogo duro, sempre foi daqueles atletas que gostavam de decidir e de grandes jogos, talvez por isso, consegue ser amado pelas duas imensas massas sem causar nenhum tipo de constrangimento por isso.
 
O BRASILEIRÃO DE 2002
Foi Santos e São Paulo, apesar da finalíssima ter sido disputada entre Corinthians e Santos, que marcou definitivamente a competição.
O São Paulo jogou uma primeira fase da competição de maneira impecável, com um aproveitamento de 70%, alto para os padrões de equilíbrio da competição nacional.
Vinha em alta, em êxtase e franco favorito ao título, mas…
A competição previa o absurdo de não premiar os melhores e marcava uma fase final, onde oito equipes se classificariam para a fase seguinte.
O Líder São Paulo enfrentaria o Santos, oitavo colocado daquele campeonato, com 52% de aproveitamento e treze pontos atrás do Tricolor na tábua de classificação.
Sem querer saber de nada ou quem fez as regras, o Peixe tirou do forno justamente neste período sua terceira fornada de “Meninos da Vila”.
Um time de garotos liderados pela infernal dupla Diego e Robinho era apresentada ao país.
Com duas derrotas, uma na Vila por 3 a 1 e uma no Morumbi, de virada, por 2 a 1, o jogo que marcou o Brasileirão de 2002 e deu inicio ao que viria a ser um dos títulos mais emocionantes e inesperados da história do Santos começou ali, numa fase de quartas de finais.
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